Universidade Rovuma anuncia cinco novos cursos de tecnologia para 2026

A Universidade Rovuma confirmou que, a partir do ano académico de 2026, vai introduzir cinco novas licenciaturas voltadas para áreas tecnológicas estratégicas. A decisão surge num contexto em que Moçambique enfrenta crescente procura por profissionais qualificados no setor digital e na engenharia, alinhando a instituição às exigências da transformação tecnológica global.

Os novos cursos são:

Licenciatura em Informática – voltada ao desenvolvimento de sistemas, redes e programação, preparando profissionais para atuar em empresas públicas, privadas e no setor de startups.
Licenciatura em Informática Aplicada – foca em soluções tecnológicas integradas a diferentes áreas, como saúde, educação, gestão e indústria.
Licenciatura em Engenharia Informática – direcionada à arquitetura de sistemas complexos, segurança digital, inteligência artificial e infraestruturas tecnológicas.
Licenciatura em Engenharia Electrónica – especializada em circuitos, telecomunicações, automação e tecnologias modernas de hardware.
Licenciatura em Educação Visual – que, apesar de mais artística, integra também tecnologias de multimédia, design digital e produção visual contemporânea.

Segundo fontes internas, a instituição tem investido em laboratórios equipados, parcerias com empresas de tecnologia e formação pedagógica avançada para docentes, garantindo que os estudantes tenham acesso a ambientes modernos de aprendizagem.

A introdução destes cursos coloca a Universidade Rovuma numa posição estratégica para formar a próxima geração de especialistas que vão impulsionar a digitalização do país, fortalecer a inovação e dinamizar áreas como desenvolvimento de software, engenharia, telecomunicações e economia criativa.

O lançamento dos novos programas académicos deverá ainda atrair mais estudantes para Nampula e outras províncias, ampliando o impacto social e económico da universidade na região norte do país.

Essa expansão tende a estimular debates sobre como as universidades moçambicanas podem acompanhar o ritmo das tecnologias emergentes e influenciar o futuro digital nacional.