O Presidente da República de Moçambique reafirmou, em recentes declarações, que o desenvolvimento sustentado das actividades agrícolas é fundamental para reduzir a dependência externa do país e fortificar a segurança alimentar nacional. A afirmação surge em contexto de intensificação das estratégias governamentais para dinamizar o sector agrícola, promover a produção interna e reforçar a economia local.
Agricultura: um pilar para a autossuficiência alimentar
Durante a cerimónia de lançamento da campanha agrícola em Mafambisse, na província de Sofala, o Presidente enfatizou que a agricultura moçambicana está em crescimento e deve continuar a expandir-se com enfoque em organização, ciência e visão estratégica.
Segundo o Chefe de Estado, a meta é aumentar a produção de alimentos e reduzir a necessidade de importações, colocando a produção interna como induzidora de estabilidade económica e social para o país.
A campanha agrícola para 2025–2026 prevê, entre outros objectivos, a comercialização de cerca de 3,4 milhões de toneladas de cereais, um sinal claro de aposta na produtividade nacional com impacto directo na redução da dependência de produtos importados.
Diversificação agrícola: objectivo de produção interna robusta
O Presidente destacou ainda que a produção de culturas essenciais, como raízes, tubérculos e produtos tradicionais como o caju, deve crescer nos próximos ciclos agrícolas. Este crescimento está a ser planeado com base em dados de produção anteriores e com grande envolvimento de comunidades rurais, de agricultores familiares e de pequenos produtores.
A estimativa de crescimento para várias culturas e o enfoque em produtividade traduzem uma visão de longo prazo: transformar a agricultura moçambicana numa actividade rentável e sustentável, reduzindo progressivamente a necessidade de importações de alimentos e fortalecendo a economia rural.
Estratégias de maior impacto no sector agrícola
O Governo tem intensificado programas que visam não apenas aumentar a produção, mas também fortalecer a cadeia de valor agrícola e a resiliência climática no sector. Um exemplo recente é a aprovação de um financiamento de 22,8 milhões de dólares pelo Banco Africano de Desenvolvimento, focado no aumento da produção de arroz e no fortalecimento da resiliência às alterações climáticas.
Este financiamento inclui investimentos em infra-estrutura de irrigação, introdução de variedades tolerantes a condições climáticas adversas e suporte técnico aos agricultores familiares. Estas iniciativas estão alinhadas com a visão do Presidente, de que uma agricultura moderna e adaptada ao clima contribui para a segurança alimentar e para a diminuição da dependência de importações.
Redução de dependência externa: uma prioridade estratégica
Em várias intervenções públicas, o Presidente tem reiterado que a agricultura é mais do que produção de alimentos — é um eixo estratégico de desenvolvimento económico.
A redução da dependência de importações significa, entre outras coisas:
• Menor vulnerabilidade às flutuações do mercado internacional;
• Redução do défice na balança comercial agrícola;
• Fortalecimento das reservas cambiais;
• Criação de emprego e oportunidades para jovens e mulheres rurais.
Especialistas afirmam que estas metas só serão alcançadas com investimentos continuados em tecnologia agrícola, acesso a crédito e formação técnica para pequenos produtores. Essa visão é sustentada também por programas governamentais que promovem a mecanização, o acesso a sementes certificadas e o reforço das cadeias de valor, desde a produção até ao consumo interno.
Cooperação internacional e parcerias estratégicas
A importância que o Presidente dá à agricultura também se reflete em parcerias internacionais. Recentemente, Moçambique reafirmou laços de cooperação com o Brasil para o fortalecimento da agricultura familiar, pesquisa agropecuária e segurança alimentar — um sinal de que o país busca soluções integradas para o desenvolvimento rural e tecnológico.
Estas parcerias visam não apenas a transferência de tecnologia, mas também a inclusão de Moçambique em cadeias de valor internacionais, com potencial para exportar produtos processados e com maior valor acrescentado.
Integração da agricultura na economia moderna
O Presidente da República tem defendido que o futuro da agricultura moçambicana não se limita à produção tradicional, mas deve estar integrada em cadeias de valor mais amplas, com foco em industrialização e transformação local.
De acordo com o Plano Quinquenal do Governo, a agricultura deve caminhar lado a lado com a industrialização, assegurando que matérias-primas sejam transformadas internamente e não simplesmente exportadas na forma bruta.
Isto significa investir em tecnologias de processamento, armazenamento pós-colheita e mercados internos e externos, reduzindo ainda mais a dependência externa e gerando emprego qualificado no país.
Um futuro agrícola autossuficiente está em construção
Com uma série de programas estratégicos, parcerias internacionais e financiamento direccionado ao desenvolvimento agrícola, Moçambique reafirma a agricultura como um dos sectores mais importantes para o crescimento sustentável.
A visão do Presidente de que uma agricultura forte e produtiva é essencial para reduzir a dependência externa está a orientar políticas públicas que podem transformar o sector num motor de estabilidade económica, inclusão social e segurança alimentar.

