quinta-feira, janeiro 15, 2026
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Segurança Informática: o que você precisa saber para se proteger no mundo digital

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A tecnologia trouxe velocidade, comodidade e novas oportunidades. Mas também abriu portas para ameaças digitais cada vez mais sofisticadas. Hoje, qualquer pessoa conectada — seja por telemóvel, computador ou rede pública — pode ser alvo de ataques cibernéticos, golpes online e roubo de dados.
Entender segurança informática deixou de ser coisa de especialistas. Tornou-se uma necessidade básica.


O que é Segurança Informática (ou Segurança Digital)

Segurança informática é o conjunto de práticas, tecnologias e comportamentos que têm como objetivo proteger sistemas, dispositivos, redes e dados contra acessos não autorizados, ataques e danos.

Ela envolve:
• Proteção de informações pessoais e financeiras,
• Segurança de contas online,
• Integridade de sistemas e aplicações,
• Prevenção de fraudes digitais.
Em resumo: é o que impede que a tecnologia trabalhe contra você.

Por que a segurança digital é cada vez mais importante?

Com o crescimento do uso da internet, redes sociais, serviços bancários digitais e armazenamento em nuvem, mais dados pessoais circulam online. Isso atrai criminosos digitais que exploram falhas técnicas e, principalmente, erros humanos.

Hoje, ataques não visam apenas grandes empresas. Pessoas comuns, estudantes, pequenos negócios e criadores de conteúdo também são alvos frequentes.


Ataques cibernéticos: como eles acontecem

Os ataques cibernéticos são tentativas maliciosas de invadir sistemas ou enganar utilizadores para obter vantagens ilegais. Eles podem ocorrer por meio de:
• Mensagens falsas,
• Sites clonados,
• Aplicações maliciosas,
• Redes Wi-Fi inseguras,
• Falhas de segurança em sistemas desatualizados.

Muitos ataques não exigem grandes conhecimentos técnicos — exploram apenas a distração ou confiança do utilizador.
Golpes mais comuns na internet
Os golpes online estão cada vez mais realistas e difíceis de identificar. Entre os mais comuns estão:

• Mensagens falsas em nome de bancos ou operadoras;
• Links que prometem prémios ou promoções;
• Pedidos urgentes de dinheiro por WhatsApp ou redes sociais;
• Falsos anúncios de emprego ou investimento;
• Perfis clonados.

O objetivo é sempre o mesmo: roubar dados, dinheiro ou acesso a contas.


Principais ameaças digitais da atualidade

Phishing:
Tentativa de enganar o utilizador para que revele senhas, códigos ou dados pessoais através de mensagens falsas.

Malware
Programas maliciosos que se instalam no dispositivo para roubar informações, mostrar anúncios ou controlar o sistema.

Ransomware
Ataques que bloqueiam o acesso aos dados e exigem pagamento para libertá-los.

Roubo de identidade
Uso indevido de dados pessoais para cometer fraudes, abrir contas ou realizar transações ilegais.

Ataques a redes sociais
Invasão de contas para aplicar golpes, espalhar links maliciosos ou extorquir vítimas.


Informática segura começa com o utilizador A tecnologia sozinha não garante segurança. O comportamento do utilizador é um dos fatores mais importantes.

Boas práticas incluem:
• Usar senhas fortes e diferentes para cada conta;
• Activar verificação em duas etapas;
• Manter sistemas e aplicações atualizados;
• Desconfiar de links e mensagens inesperadas;
• Evitar redes Wi-Fi públicas para operações sensíveis.
Pequenas atitudes reduzem drasticamente os riscos.


A segurança digital no dia a dia

Segurança informática não é apenas para empresas ou especialistas. Está presente quando:
• Você faz um pagamento online;
• Acessa redes sociais;
• Envia documentos por e-mail;
• Guarda fotos e ficheiros na nuvem;
• Gere um site, blog ou negócio digital.

Ignorar a segurança pode resultar em prejuízos financeiros, perda de dados e danos à reputação.


O futuro das ameaças digitais
À medida que tecnologias como inteligência artificial, automação e serviços online evoluem, as ameaças também evoluem. Ataques tornam-se mais personalizados, rápidos e difíceis de detetar.
Por isso, informação e prevenção continuam a ser as melhores defesas.


Informação é a primeira linha de defesa
No mundo digital, quem entende os riscos está sempre um passo à frente. Segurança informática não é medo — é consciência. Proteger-se online é proteger a sua identidade, o seu trabalho e o seu futuro.

Vivo e Google lançam hoje ferramenta que simplifica a transferência de números de celulares com eSIM entre smartphones Android

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Novo recurso elimina QR Code e contato com a operadora
A Vivo, em parceria com o Google, anunciou nesta terça-feira (17) uma nova ferramenta que promete transformar a forma como os utilizadores transferem o número de telemóvel entre dispositivos Android. A novidade permite migrar uma linha com eSIM diretamente de um smartphone para outro sem necessidade de QR Code e sem contato com a operadora.
Com a funcionalidade integrada ao sistema Android, o processo passa a ser feito de forma automática e segura dentro das próprias configurações do novo aparelho.


Como funciona a transferência do eSIM
Ao configurar um novo smartphone Android, o utilizador poderá transferir a linha já registada no eSIM a partir do dispositivo anterior. Todo o procedimento acontece:
• Diretamente nas definições do sistema;
• Com autenticação do utilizador;
• Sem etapas manuais complexas.
A tecnologia elimina processos tradicionais que exigiam leitura de códigos ou solicitações externas, reduzindo o tempo necessário para ativação da linha.


Mais rapidez, simplicidade e segurança
Segundo a Vivo, o principal objetivo da ferramenta é tornar a experiência do cliente mais simples, rápida e segura. A integração direta com o Android diminui riscos associados a erros de configuração e evita a exposição de dados sensíveis durante a migração do número.
Além disso, a transferência passa a ocorrer em poucos minutos, ideal para quem troca frequentemente de smartphone ou precisa ativar rapidamente um novo dispositivo.


Vivo sai na frente na América Latina
A operadora afirmou ser a primeira da América Latina a disponibilizar esse tipo de recurso em parceria com o Google. O anúncio reforça a estratégia da empresa de investir em inovação digital e na modernização da experiência dos utilizadores de telefonia móvel.
A colaboração com o Google garante compatibilidade nativa com o sistema Android, o que amplia a confiabilidade e a escalabilidade da solução.


O avanço do eSIM no mercado móvel
O eSIM tem ganhado espaço globalmente por dispensar o chip físico e permitir maior flexibilidade no uso de linhas móveis. Com ferramentas como essa, a tendência é que o chip digital se torne ainda mais popular, facilitando:
a troca de dispositivos,
a ativação de novas linhas,
e a gestão de números diretamente pelo sistema operativo.


Uma nova etapa na experiência do utilizador
Com a nova funcionalidade, Vivo e Google dão mais um passo rumo a uma telefonia móvel mais intuitiva e centrada no utilizador. A transferência de número, antes vista como um processo burocrático, passa agora a ser um procedimento simples integrado ao próprio Android, refletindo a evolução dos serviços digitais no setor de telecomunicações.
A inovação sinaliza um futuro em que mudar de smartphone será cada vez mais rápido — e sem complicações.

Angola estreia AfriGPT e leva inteligência artificial sem Internet para qualquer celular

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Angola acaba de dar um passo ousado e histórico no acesso à tecnologia. A Africell Angola lançou oficialmente o AfriGPT, um serviço de Inteligência Artificial que funciona sem internet, sem dados móveis e sem necessidade de um smartphone. A tecnologia opera através de SMS e USSD, tornando a IA acessível a praticamente qualquer cidadão, em qualquer parte do país.
Num continente onde a conectividade ainda é desigual, esta iniciativa coloca Angola na linha da frente da inclusão digital africana.


O que é o AfriGPT e como funciona
O AfriGPT é um assistente de inteligência artificial desenvolvido para responder a perguntas e fornecer informação útil de forma simples e imediata. O utilizador apenas precisa:
enviar uma mensagem SMS, ou
marcar um código USSD (do tipo *#123#),
e a IA responde diretamente no próprio telefone, mesmo nos modelos mais básicos.
Não há aplicações para instalar, não há consumo de dados e não há exigência de dispositivos modernos.


Informação onde a internet nunca chegou
Uma das grandes inovações do AfriGPT é o seu alcance social. O serviço foi pensado para funcionar em:
• Zonas rurais,
• Comunidades com acesso limitado à internet,
• Contextos educativos com poucos recursos tecnológicos.
Com isso, a inteligência artificial deixa de ser privilégio urbano e passa a ser uma ferramenta de uso popular, acessível a estudantes, pais, professores, agricultores e curiosos em geral.


O que o AfriGPT pode responder
O serviço oferece respostas em áreas como:
apoio aos estudos e explicações simples, dicas do dia a dia, cultura geral, ciência e tecnologia, curiosidades e orientação prática.
Tudo de forma direta, rápida e adaptada ao formato de mensagens de texto.


Impacto direto na educação e no conhecimento
Para estudantes, o AfriGPT surge como um verdadeiro aliado educativo, sobretudo para quem não tem computador ou acesso constante à internet. Já para pais e encarregados de educação, representa uma fonte confiável de informação acessível a qualquer momento.
Especialistas veem a iniciativa como um reforço importante no combate à exclusão digital e no estímulo ao aprendizado autónomo.


Angola no mapa da inovação africana
Com o lançamento do AfriGPT, a Africell Angola posiciona o país como um laboratório de soluções tecnológicas adaptadas à realidade africana, onde a inovação não depende apenas de alta velocidade de internet, mas de criatividade e impacto social.
A iniciativa mostra que a inteligência artificial pode ser moldada para servir contextos reais, e não apenas mercados altamente conectados.


Um novo capítulo para a IA em África
O AfriGPT prova que a inteligência artificial pode chegar onde nunca chegou antes — diretamente no bolso das pessoas, sem barreiras técnicas ou financeiras. É um sinal claro de que o futuro da tecnologia em África passa pela acessibilidade, inclusão e utilidade prática.

Cindenal esclarece como funciona o armazenamento das informações bancárias e da telefonia móvel

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O especialista explicou o destino e a segurança dos dados dos utilizadores.

Cindenal foi recentemente entrevistado para esclarecer uma das questões que mais preocupa os utilizadores de serviços financeiros móveis em Moçambique: onde e como são armazenados os dados bancários associados à telefonia móvel, como os utilizados em plataformas de pagamento digital.

Durante a entrevista, a instituição explicou de forma detalhada os mecanismos tecnológicos e legais que garantem a proteção das informações financeiras dos cidadãos, num contexto em que os serviços digitais crescem rapidamente no país.
Que tipo de dados são recolhidos pelos serviços de telefonia móvel
Segundo o Cindenal, os sistemas de pagamentos móveis recolhem apenas dados estritamente necessários para o funcionamento do serviço.

Entre eles estão:
• Identificação do utilizador;
• Número de telefone associado à carteira móvel;
• Registos de transações;
• Dados técnicos para autenticação e segurança.


Essas informações não são utilizadas de forma aleatória, nem ficam acessíveis ao público ou a funcionários sem autorização.
Onde os dados bancários são armazenados
O Cindenal esclareceu que os dados financeiros não ficam guardados no telemóvel do utilizador, mas sim em servidores seguros, operados pelas instituições financeiras e pelas operadoras de telefonia móvel, em conformidade com as normas nacionais.


Esses servidores podem estar: localizados em centros de dados dentro do país, ou em infraestruturas certificadas no exterior, quando autorizado pela legislação.


Em ambos os casos, o armazenamento obedece a padrões internacionais de segurança digital, incluindo criptografia avançada e controlo rigoroso de acessos.


Segurança digital e proteção contra fraudes


Um dos pontos centrais da entrevista foi a questão da segurança. O Cindenal destacou que os dados passam por vários níveis de proteção, como:
• Encriptação das informações;
• Autenticação em duas etapas;
• Monitorização contínua de atividades suspeitas;
• Sistemas automáticos de deteção de fraude.


Essas medidas reduzem significativamente o risco de acesso indevido, mesmo em caso de tentativas de ataque cibernético.


Quem pode aceder aos dados dos utilizadores


De acordo com o Cindenal, apenas entidades autorizadas por lei podem aceder aos dados, e sempre com objetivos específicos, como:
• Processamento de transações;
• Auditorias regulatórias ou investigações legais devidamente autorizadas.


Funcionários das operadoras e bancos não têm acesso livre às informações completas dos clientes, sendo tudo registado e monitorizado.


O papel da legislação moçambicana


A entrevista também destacou a importância do enquadramento legal. Moçambique possui normas que regulam: a proteção de dados pessoais, o funcionamento dos serviços financeiros digitais e a responsabilidade das instituições em caso de falhas de segurança.


O Cindenal reforçou que qualquer violação de dados pode resultar em sanções severas, incluindo multas e suspensão de serviços.


O que os utilizadores devem fazer para se proteger


Apesar das camadas de segurança existentes, o Cindenal alertou que os utilizadores também têm responsabilidade. Entre as recomendações estão:
• Nunca partilhar códigos PIN;
• Evitar links suspeitos;
• Usar apenas aplicações oficiais;
• Reportar imediatamente qualquer atividade estranha.
A segurança digital é um esforço conjunto entre instituições e cidadãos.


Confiança como base da economia digital


Com o crescimento dos pagamentos móveis e dos serviços bancários digitais, a confiança tornou-se um pilar essencial da economia moderna. A entrevista do Cindenal surge como um passo importante para esclarecer dúvidas, combater desinformação e reforçar a confiança dos moçambicanos no uso da tecnologia financeira.


Com o crescimento dos pagamentos móveis e dos serviços bancários digitais, a confiança tornou-se um pilar essencial da economia moderna. A entrevista do Cindenal surge como um passo importante para esclarecer dúvidas, combater desinformação e reforçar a confiança dos moçambicanos no uso da tecnologia financeira.

Fim do dinheiro vivo nos hospitais? Governo dá sinal verde à modernização do sistema hospitalar

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Foi oficialmente aprovada a nova lei que transforma a forma como os cidadãos irão pagando os serviços de saúde em Moçambique. O Presidente da República, Daniel Chapo, anunciou que a partir do próximo ano os pagamentos nos hospitais públicos e privados passarão a ser feitos por meios electrónicos, marcando um passo decisivo rumo à digitalização do setor da saúde com vista a evitar desvio de fundos.
A medida surge como resposta direta aos desafios históricos ligados à gestão financeira hospitalar, filas excessivas, perda de receitas e falta de transparência nos pagamentos manuais.
O que muda na prática para os pacientes
Com a nova lei em vigor, os cidadãos deixarão gradualmente de pagar taxas hospitalares em dinheiro físico. Em vez disso, serão utilizados meios electrónicos, como:
carteiras móveis (M-Pesa, e-Mola, Mkesh),
cartões bancários,
transferências electrónicas,
e outros sistemas digitais certificados pelo Estado.


Segundo o Governo, o objetivo é simplificar o processo de pagamento, reduzir o tempo de espera nos hospitais, reduzir o desvio de dinheiro nos hospitais e oferecer maior comodidade aos pacientes e seus familiares.
Transparência e combate a práticas irregulares
Um dos pontos mais fortes da nova legislação é o reforço da transparência financeira no sistema de saúde. Pagamentos electrónicos permitem:


• Rastreabilidade das transações;
• Redução do manuseio de dinheiro;
• Diminuição de cobranças indevidas;
• Maior controlo das receitas hospitalares.


O Presidente Daniel Chapo destacou que a medida também contribui para combater desvios de fundos e práticas informais, garantindo que os valores pagos pelos cidadãos sejam corretamente canalizados para a melhoria dos serviços de saúde.


Digitalização da saúde como prioridade nacional


A implementação dos pagamentos electrónicos nos hospitais faz parte de uma estratégia mais ampla de transformação digital do Estado moçambicano. Nos últimos anos, o Governo tem investido em plataformas digitais para serviços públicos, incluindo educação, identificação civil e agora saúde.


Com esta decisão, Moçambique alinha-se a outros países africanos que já adotaram soluções digitais na área da saúde, apostando na tecnologia como motor de eficiência, inclusão e desenvolvimento.


Preparação dos hospitais e capacitação do pessoal


O Executivo garantiu que haverá um período de adaptação e preparação antes da entrada em vigor total da medida. Isso inclui:


• Instalação de infraestruturas tecnológicas nos hospitais;
• Formação de profissionais de saúde e administrativos;
• Campanhas de sensibilização para a população;
• Criação de mecanismos de apoio para cidadãos com menor literacia digital.
O Governo assegura que ninguém ficará excluído do acesso aos serviços de saúde por dificuldades tecnológicas.


Impacto esperado para o sistema de saúde


Especialistas acreditam que a adoção dos pagamentos electrónicos poderá trazer vários benefícios a médio e longo prazo, como:

Melhor gestão dos recursos hospitalares,
aumento da confiança dos cidadãos no sistema de saúde, dados financeiros mais precisos para planeamento emelhoria geral na qualidade do atendimento.


Um passo firme rumo ao futuro


Com a aprovação desta lei, Moçambique dá um passo firme rumo a um sistema de saúde mais moderno, transparente e eficiente. A declaração do Presidente Daniel Chapo reforça a visão de um Estado que aposta na tecnologia para melhorar a vida dos cidadãos e responder às exigências de um mundo cada vez mais digital.
A partir do próximo ano, pagar no hospital já não será como antes — será mais rápido, mais seguro e mais moderno.

BM aplica multas às instituições de crédito e sociedades financeiras devido a violação das normas

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O Banco de Moçambique (BM) voltou a mostrar mão firme na supervisão do sistema financeiro nacional ao aplicar multas a várias instituições de crédito e sociedades financeiras por violação das normas em vigor. A ação enquadra-se no mandato legal do banco central de garantir a solidez, transparência e credibilidade do setor financeiro em Moçambique.


Segundo informações tornadas públicas, as sanções resultam de inspeções regulares e análises técnicas realizadas pelo regulador, que identificaram inadimplências relacionadas com regras prudenciais, governação interna e procedimentos operacionais.


Que tipo de infrações foram identificadas


As violações detectadas pelo Banco de Moçambique variam de instituição para instituição, mas, de forma geral, estão ligadas a:


• Falhas no cumprimento das normas de controlo interno;


• Deficiências nos mecanismos de prevenção de riscos;


• Irregularidades na prestação de informação financeira;


• Inadimplências de requisitos legais e regulamentares;


Estas práticas, segundo o regulador, colocam em risco a confiança dos clientes e a estabilidade do sistema financeiro, razão pela qual exigem resposta imediata e corretiva.


Multas como instrumento pedagógico e disciplinar


O Banco de Moçambique esclarece que a aplicação de multas não tem apenas caráter punitivo, mas também pedagógico. O objetivo central é levar as instituições financeiras a corrigirem falhas, reforçarem os seus sistemas internos e alinharem-se com as boas práticas nacionais e internacionais.
Ao aplicar sanções, o regulador envia um sinal claro ao mercado: o cumprimento das normas não é opcional e a supervisão será contínua e rigorosa.


Impacto para o sistema financeiro e para os clientes


Para os clientes bancários e utilizadores de serviços financeiros, estas medidas representam um ganho indireto. Um sistema financeiro mais disciplinado significa:


• Maior segurança dos depósitos;


• Menor risco de práticas abusivas;


• Mais transparência nas operações;


• Maior confiança no setor bancário.


Especialistas defendem que ações deste tipo contribuem para criar um ambiente financeiro mais saudável e previsível, essencial para o crescimento económico sustentável.


Reforço da supervisão num contexto económico desafiante


A decisão do Banco de Moçambique surge num contexto em que o país enfrenta desafios económicos e financeiros, exigindo instituições mais responsáveis, resilientes e bem geridas. O regulador tem vindo a reforçar os mecanismos de supervisão, alinhando-os com padrões internacionais e adaptando-os à realidade nacional.


O BM reafirma que continuará a acompanhar de perto o desempenho das instituições financeiras, não hesitando em aplicar novas sanções sempre que se justifique.


Mensagem clara ao mercado financeiro
Com esta ação, o Banco de Moçambique deixa uma mensagem inequívoca: a disciplina regulatória é um pilar fundamental para a confiança, estabilidade e desenvolvimento do setor financeiro. As instituições são chamadas a assumir maior responsabilidade, enquanto o regulador reforça o seu papel de guardião do sistema.


Num país onde o acesso ao crédito e aos serviços financeiros é crucial para o desenvolvimento, medidas como estas ajudam a garantir que o sistema funcione de forma justa, segura e sustentável.

Universidade Rovuma reforça aposta na tecnologia e anuncia cinco cursos para 2026

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Universidade Rovuma (UniRovuma) prepara-se para dar um passo estratégico no fortalecimento do ensino superior em Moçambique. A partir de 2026, a instituição vai lecionar cinco cursos superiores ligados diretamente à área tecnológica, numa clara resposta às exigências do mercado de trabalho e à crescente digitalização da economia nacional.

A iniciativa posiciona a UniRovuma como uma das universidades públicas que mais investem na formação de quadros técnicos e científicos, especialmente nas áreas de informática, engenharia e inovação.

A importância da tecnologia no desenvolvimento nacional

Nos últimos anos, Moçambique tem enfrentado uma procura crescente por profissionais qualificados nas áreas tecnológicas. Sectores como telecomunicações, indústria, energia, construção, sistemas de informação e automação exigem cada vez mais competências técnicas avançadas.

Ao introduzir novos cursos tecnológicos, a Universidade Rovuma contribui diretamente para:

• A redução do défice de profissionais especializados

• O fortalecimento da indústria nacional

• A modernização dos serviços públicos e privados

• A criação de soluções locais para desafios nacionais

A aposta no ensino tecnológico é vista como um pilar fundamental para o desenvolvimento sustentável do país.

Licenciatura em Informática: base para o mundo digital

A Licenciatura em Informática surge como um dos cursos centrais desta nova oferta académica. O curso tem como objetivo formar profissionais capazes de compreender, desenvolver e gerir sistemas informáticos.

Os estudantes terão contacto com áreas como:

•Programação

• Bases de dados

•Redes de computadores

•Sistemas operativos

• Segurança da informação

Este curso prepara os graduados para atuar em empresas, instituições públicas, startups e projetos tecnológicos, respondendo à crescente necessidade de digitalização em diversos sectores.

Licenciatura em Engenharia Informática: tecnologia aplicada à indústria

A Licenciatura em Engenharia Informática apresenta uma formação mais orientada para a integração entre software, hardware e sistemas complexos. Trata-se de um curso voltado para soluções tecnológicas de maior escala, muito valorizadas no sector industrial e empresarial.

Durante a formação, os estudantes irão desenvolver competências em:

• Engenharia de software

• Sistemas distribuídos

• Redes avançadas

• Automação

Inteligência artificial e tecnologias emergentes

Este curso prepara profissionais para cargos técnicos e de liderança em projetos de inovação tecnológica.

Licenciatura em Engenharia Electrónica: inovação e sistemas inteligentes

A introdução da Licenciatura em Engenharia Electrónica reforça a aposta da UniRovuma em áreas de engenharia essenciais para o progresso industrial e tecnológico.

O curso é focado no estudo, desenvolvimento e manutenção de sistemas eletrónicos, abrangendo:

• Circuitos eletrónicos

• Sistemas digitais

• Telecomunicações

• Instrumentação

• Eletrónica aplicada à indústria

Os futuros engenheiros eletrónicos terão um papel fundamental em sectores como energia, telecomunicações, automação industrial e manutenção de equipamentos tecnológicos.

Licenciatura em Informática Aplicada: tecnologia orientada à solução de problemas

A Licenciatura em Informática Aplicada destaca-se pelo seu enfoque prático e orientado para a resolução de problemas reais. O curso combina conhecimentos de informática com aplicação direta em áreas como gestão, educação, saúde e administração pública.

Os estudantes serão preparados para:

• Desenvolver aplicações práticas

• Implementar sistemas de gestão

• Analisar dados

• Apoiar processos de digitalização institucional

Este curso responde à necessidade de profissionais que saibam aplicar tecnologia de forma estratégica no dia a dia das organizações.

Licenciatura em Engenharia Mecânica: base da indústria moderna

A Licenciatura em Engenharia Mecânica completa o conjunto de cursos tecnológicos anunciados. Embora tradicional, esta área continua a ser essencial para o desenvolvimento industrial e tecnológico.

A formação abrange:

• Mecânica dos materiais

• Termodinâmica

• Sistemas de produção

• Manutenção industrial

• Projetos mecânicos

Os engenheiros mecânicos formados pela UniRovuma terão competências para atuar em fábricas, empresas de energia, construção, manutenção industrial e projetos de engenharia.

Infraestruturas e corpo docente

Para garantir a qualidade do ensino, a Universidade Rovuma tem vindo a investir na melhoria das suas infraestruturas laboratoriais e na capacitação do corpo docente. Laboratórios de informática, eletrónica e mecânica estão entre as áreas prioritárias para apoiar a formação prática dos estudantes.

A instituição aposta ainda na atualização curricular e na aproximação ao sector produtivo, de modo a alinhar a formação académica com as reais necessidades do mercado.

Impacto para os estudantes e para a região

A introdução destes cursos representa uma oportunidade significativa para jovens da região norte e de todo o país, que passam a ter acesso a formações tecnológicas sem necessidade de deslocação para outras províncias.

Espera-se que a iniciativa:

• Aumente o acesso ao ensino superior tecnológico

• Promova a inclusão académica

• Reduza desigualdades regionais

• Estimule o empreendedorismo jovem

Um passo estratégico rumo ao futuro

Com a introdução destes cinco cursos tecnológicos em 2026, a Universidade Rovuma reforça o seu papel como instituição de referência na formação de quadros qualificados. A aposta clara na tecnologia demonstra uma visão alinhada com os desafios do século XXI e com as prioridades de desenvolvimento de Moçambique.

A expectativa é que estes cursos contribuam para formar profissionais capazes de liderar a transformação digital e industrial do país nos próximos anos.


Novo cerco à corrupção: Moçambique cria canal digital para denúncias de venda de vagas de emprego

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A corrupção no acesso a vagas de emprego tem sido, durante anos, uma das maiores frustrações para milhares de jovens moçambicanos. Concursos públicos e privados manchados por esquemas de pagamento ilícito, favorecimento e intermediação ilegal acabaram por minar a confiança no sistema de recrutamento.

Diante desse cenário, o Governo de Moçambique decidiu apertar o cerco e avançou com a implementação de um canal digital específico para denúncia de corrupção ligada a vagas de emprego, marcando um passo importante na luta pela transparência e justiça social.

O que é o novo canal digital de denúncia

O novo canal digital é uma plataforma criada para permitir que cidadãos denunciem, de forma segura, rápida e confidencial, casos de cobrança ilegal para acesso a empregos, concursos manipulados e favorecimento indevido.

A ferramenta está acessível através de meios digitais, como portais oficiais e plataformas online, permitindo que qualquer pessoa, em qualquer ponto do país, possa reportar irregularidades sem precisar se deslocar fisicamente a uma instituição.

Como funciona o sistema

O funcionamento do canal foi desenhado para ser simples e inclusivo. O denunciante pode:

• Submeter denúncias de forma anónima
• Descrever o caso com detalhes
• Indicar a instituição ou entidade envolvida
• Anexar provas, quando disponíveis
• Acompanhar o andamento do processo, em alguns casos

Todo o sistema foi pensado para proteger o cidadão e garantir que a informação chegue diretamente às entidades responsáveis pela investigação.

Um golpe direto na corrupção de vagas de emprego

A venda de vagas e o favorecimento ilegal tornaram-se práticas recorrentes em vários sectores, prejudicando principalmente jovens recém-formados e candidatos sem recursos financeiros.

Com a implementação deste canal digital, o Governo pretende:

• Reduzir drasticamente a prática de subornos
• Responsabilizar funcionários e intermediários corruptos
• Garantir igualdade de oportunidades
• Reforçar a meritocracia nos processos de recrutamento

A mensagem é clara: emprego não se compra, conquista-se pelo mérito.

Impacto esperado para os jovens moçambicanos

Os jovens são os principais beneficiários desta iniciativa. Num país onde o desemprego juvenil é um desafio sério, garantir processos justos de contratação é fundamental para restaurar a esperança e a confiança no futuro.

Este canal digital oferece aos jovens:

• Um meio de defesa dos seus direitos
• Voz contra injustiças silenciosas
• Proteção contra retaliações
• Mais transparência nos concursos

É um passo concreto para nivelar o campo de jogo.

Digitalização como aliada da boa governação

A criação do canal de denúncia reforça a aposta do Estado na digitalização dos serviços públicos como ferramenta de combate à corrupção.

Ao usar tecnologia para reduzir a burocracia e aumentar a rastreabilidade dos processos, o Governo sinaliza que a inovação digital não é apenas modernização — é também um instrumento de justiça e controlo social.

Confiança pública em reconstrução

A corrupção enfraquece instituições e destrói a confiança do cidadão. Medidas como esta ajudam a reconstruir essa relação, mostrando que o Estado está disposto a ouvir, agir e corrigir.

Especialistas defendem que a eficácia do canal dependerá não só da tecnologia, mas também da resposta rápida, investigações sérias e punições exemplares.

Um passo importante, mas não o último

Embora o lançamento do canal digital seja um avanço significativo, analistas alertam que ele deve ser acompanhado por campanhas de divulgação, educação cívica e fortalecimento das instituições de fiscalização.

Combater a corrupção exige tecnologia, sim — mas também vontade política contínua e participação ativa da sociedade.

Um novo capítulo na luta pela transparência

Com este novo canal digital, Moçambique escreve um capítulo importante na luta contra a corrupção no acesso ao emprego. É um sinal de que o país começa a usar a tecnologia não apenas para crescer economicamente, mas para proteger a dignidade e os direitos dos seus cidadãos.