A Guiné-Bissau vive um momento silencioso, porém decisivo, de transformação digital. Nos últimos anos, o acesso à internet móvel tem crescido de forma consistente, impulsionado pela expansão das redes 3G e 4G, pela redução gradual dos custos de dados móveis e pela popularização dos smartphones.
O resultado é um país cada vez mais conectado, onde a tecnologia começa a moldar hábitos, oportunidades e modelos de negócio.
Diferente do passado, em que o acesso à informação era limitado a poucos centros urbanos, hoje o telemóvel tornou-se a principal porta de entrada para o mundo digital. Estudantes, pequenos comerciantes, criadores de conteúdo e empreendedores utilizam a internet móvel para aprender, vender, comunicar e gerar renda, mesmo em contextos com infraestrutura tradicional limitada.
Internet móvel como motor de inclusão digital
A ascensão da conectividade móvel tem um impacto direto na inclusão digital. Para muitos cidadãos, o smartphone substitui o computador, a biblioteca e até o balcão bancário. Plataformas de ensino online, redes sociais, aplicações de mensagens e serviços digitais passaram a fazer parte do quotidiano, aproximando a população de oportunidades antes inacessíveis.
Esse movimento também fortalece o acesso à informação em tempo real, permitindo maior participação social, acompanhamento de notícias e interação com conteúdos educativos e tecnológicos. A internet deixa de ser apenas entretenimento e passa a ser uma ferramenta estratégica de desenvolvimento humano.
Pagamentos móveis e novos hábitos financeiros
Paralelamente à expansão da internet, cresce o uso de serviços financeiros digitais. Pagamentos móveis, transferências por telefone e soluções de fintech ganham espaço num país onde o acesso a bancos físicos ainda é limitado. O telemóvel começa a funcionar como uma carteira digital, facilitando transações, reduzindo riscos associados ao dinheiro físico e promovendo maior autonomia financeira.
Esse avanço cria um ambiente favorável para o comércio digital, para pequenos negócios e para iniciativas empreendedoras que dependem de meios eletrónicos para operar.
Juventude conectada e educação digital
A juventude guineense está no centro dessa mudança. Cada vez mais jovens recorrem a cursos online, tutoriais digitais e plataformas internacionais de aprendizagem para desenvolver competências em áreas como tecnologia, marketing digital, design, programação e comunicação.
A educação digital surge como alternativa concreta para suprir lacunas do ensino tradicional e preparar profissionais para o mercado global. Essa tendência aponta para um futuro em que o conhecimento deixa de estar preso a fronteiras físicas e passa a circular livremente através da conectividade.
Desafios: segurança digital e infraestrutura
Apesar dos avanços, a transformação digital traz desafios importantes. O aumento do uso da internet também expõe usuários a golpes online, desinformação e crimes cibernéticos. A necessidade de educação em segurança digital torna-se urgente, especialmente para novos utilizadores que ainda não dominam práticas de proteção de dados e privacidade.
Além disso, a melhoria contínua da infraestrutura de telecomunicações é essencial para garantir estabilidade, qualidade de serviço e acesso mais equitativo em todo o território.
Um futuro cada vez mais digital
O crescimento da internet móvel na Guiné-Bissau não é apenas uma tendência tecnológica — é um sinal claro de mudança estrutural. A conectividade está a redefinir a forma como as pessoas aprendem, trabalham, fazem negócios e se relacionam com o mundo.
Se bem acompanhada por políticas de inclusão, educação digital e segurança cibernética, essa evolução pode posicionar o país num caminho sustentável de desenvolvimento tecnológico e social. A Guiné-Bissau entra, passo a passo, na era digital — e o futuro começa no ecrã de um telemóvel.
O Presidente da República de Moçambique reafirmou, em recentes declarações, que o desenvolvimento sustentado das actividades agrícolas é fundamental para reduzir a dependência externa do país e fortificar a segurança alimentar nacional. A afirmação surge em contexto de intensificação das estratégias governamentais para dinamizar o sector agrícola, promover a produção interna e reforçar a economia local.
Agricultura: um pilar para a autossuficiência alimentar
Durante a cerimónia de lançamento da campanha agrícola em Mafambisse, na província de Sofala, o Presidente enfatizou que a agricultura moçambicana está em crescimento e deve continuar a expandir-se com enfoque em organização, ciência e visão estratégica. Segundo o Chefe de Estado, a meta é aumentar a produção de alimentos e reduzir a necessidade de importações, colocando a produção interna como induzidora de estabilidade económica e social para o país.
A campanha agrícola para 2025–2026 prevê, entre outros objectivos, a comercialização de cerca de 3,4 milhões de toneladas de cereais, um sinal claro de aposta na produtividade nacional com impacto directo na redução da dependência de produtos importados.
Diversificação agrícola: objectivo de produção interna robusta
O Presidente destacou ainda que a produção de culturas essenciais, como raízes, tubérculos e produtos tradicionais como o caju, deve crescer nos próximos ciclos agrícolas. Este crescimento está a ser planeado com base em dados de produção anteriores e com grande envolvimento de comunidades rurais, de agricultores familiares e de pequenos produtores.
A estimativa de crescimento para várias culturas e o enfoque em produtividade traduzem uma visão de longo prazo: transformar a agricultura moçambicana numa actividade rentável e sustentável, reduzindo progressivamente a necessidade de importações de alimentos e fortalecendo a economia rural.
Estratégias de maior impacto no sector agrícola
O Governo tem intensificado programas que visam não apenas aumentar a produção, mas também fortalecer a cadeia de valor agrícola e a resiliência climática no sector. Um exemplo recente é a aprovação de um financiamento de 22,8 milhões de dólares pelo Banco Africano de Desenvolvimento, focado no aumento da produção de arroz e no fortalecimento da resiliência às alterações climáticas.
Este financiamento inclui investimentos em infra-estrutura de irrigação, introdução de variedades tolerantes a condições climáticas adversas e suporte técnico aos agricultores familiares. Estas iniciativas estão alinhadas com a visão do Presidente, de que uma agricultura moderna e adaptada ao clima contribui para a segurança alimentar e para a diminuição da dependência de importações.
Redução de dependência externa: uma prioridade estratégica
Em várias intervenções públicas, o Presidente tem reiterado que a agricultura é mais do que produção de alimentos — é um eixo estratégico de desenvolvimento económico. A redução da dependência de importações significa, entre outras coisas:
• Menor vulnerabilidade às flutuações do mercado internacional;
• Redução do défice na balança comercial agrícola;
• Fortalecimento das reservas cambiais;
• Criação de emprego e oportunidades para jovens e mulheres rurais.
Especialistas afirmam que estas metas só serão alcançadas com investimentos continuados em tecnologia agrícola, acesso a crédito e formação técnica para pequenos produtores. Essa visão é sustentada também por programas governamentais que promovem a mecanização, o acesso a sementes certificadas e o reforço das cadeias de valor, desde a produção até ao consumo interno.
Cooperação internacional e parcerias estratégicas
A importância que o Presidente dá à agricultura também se reflete em parcerias internacionais. Recentemente, Moçambique reafirmou laços de cooperação com o Brasil para o fortalecimento da agricultura familiar, pesquisa agropecuária e segurança alimentar — um sinal de que o país busca soluções integradas para o desenvolvimento rural e tecnológico.
Estas parcerias visam não apenas a transferência de tecnologia, mas também a inclusão de Moçambique em cadeias de valor internacionais, com potencial para exportar produtos processados e com maior valor acrescentado.
Integração da agricultura na economia moderna
O Presidente da República tem defendido que o futuro da agricultura moçambicana não se limita à produção tradicional, mas deve estar integrada em cadeias de valor mais amplas, com foco em industrialização e transformação local. De acordo com o Plano Quinquenal do Governo, a agricultura deve caminhar lado a lado com a industrialização, assegurando que matérias-primas sejam transformadas internamente e não simplesmente exportadas na forma bruta.
Isto significa investir em tecnologias de processamento, armazenamento pós-colheita e mercados internos e externos, reduzindo ainda mais a dependência externa e gerando emprego qualificado no país.
Um futuro agrícola autossuficiente está em construção
Com uma série de programas estratégicos, parcerias internacionais e financiamento direccionado ao desenvolvimento agrícola, Moçambique reafirma a agricultura como um dos sectores mais importantes para o crescimento sustentável. A visão do Presidente de que uma agricultura forte e produtiva é essencial para reduzir a dependência externa está a orientar políticas públicas que podem transformar o sector num motor de estabilidade económica, inclusão social e segurança alimentar.
Novo marco coloca Angola no centro das grandes rotas internacionais de dados
A Unitel, maior operadora de telecomunicações de Angola, inaugurou oficialmente nos últimos dias o cabo submarino internacional 2Africa, no ponto de aterragem localizado em Cacuaco, Luanda. A infraestrutura representa um dos maiores investimentos tecnológicos do país e coloca Angola diretamente ligada a uma das mais extensas redes de fibra óptica do mundo.
O projeto marca um avanço decisivo na conectividade nacional e regional, abrindo caminho para uma internet mais estável, rápida e preparada para as exigências da economia digital moderna.
O que é o cabo submarino 2Africa O 2Africa é um mega cabo submarino de fibra óptica que atravessa milhares de quilómetros pelos oceanos, conectando África, Europa e Ásia. Considerado uma verdadeira “autoestrada global de dados”, o sistema foi projetado para suportar volumes massivos de tráfego digital com alta velocidade e baixa latência. Com a entrada de Angola nesta rota estratégica, o país passa a ter acesso direto a infraestruturas internacionais de última geração, reduzindo a dependência de ligações indiretas e melhorando a qualidade do serviço de internet.
Impacto direto na qualidade da internet em Angola A inauguração do cabo 2Africa deverá refletir-se de forma progressiva em vários serviços digitais no país. Especialistas apontam melhorias significativas em: • Internet móvel e fixa, com maior velocidade e estabilidade; • Redução de interrupções e congestionamentos de rede; • Relhor desempenho em chamadas de vídeo e serviços em nuvem. A nova infraestrutura cria condições técnicas para acompanhar o crescimento acelerado do consumo de dados em Angola.
Benefícios para a economia digital e serviços essenciais A conectividade reforçada terá impacto direto em setores estratégicos da economia e dos serviços públicos. Entre os principais benefícios esperados estão: • Fortalecimento da banca digital e dos pagamentos eletrónicos; • Expansão da educação digital e do ensino à distância; • Avanço da telemedicina e dos serviços de saúde conectados; • Crescimento do comércio eletrónico e das plataformas empresariais; • Estímulo à inovação tecnológica e às startups locais. Com uma infraestrutura mais robusta, empresas e instituições passam a operar com maior eficiência e competitividade.
Angola mais conectada ao mundo Ao integrar o cabo 2Africa, Angola reforça a sua posição como um hub digital emergente na região, capaz de atrair investimentos, melhorar serviços e acelerar a transformação digital do país. A Unitel destaca que este passo não é apenas tecnológico, mas estratégico, preparando o país para um futuro cada vez mais conectado e dependente de soluções digitais. Um passo decisivo para o futuro digital.
A inauguração do cabo submarino 2Africa em Cacuaco representa muito mais do que uma obra de engenharia. É um salto estrutural na conectividade nacional, com potencial para transformar a forma como os angolanos estudam, trabalham, fazem negócios e se conectam com o mundo.
Programa internacional aposta na formação de futuros líderes africanos em STEM
O Grupo Yango anunciou o lançamento oficial do Yango Fellowship em seis países africanos, incluindo Moçambique, numa iniciativa que promete fortalecer o futuro da tecnologia no continente. O programa surge como uma resposta direta à crescente necessidade de profissionais qualificados em Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM), áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento económico e social.
Além de Moçambique, o Yango Fellowship será implementado também na Zâmbia, Costa do Marfim, Etiópia, Gana e Senegal, criando uma rede africana de jovens talentos conectados a oportunidades reais.
Quem pode participar no Yango Fellowship O programa é direcionado a estudantes universitários entre 18 e 25 anos, matriculados em cursos das áreas STEM. Em Moçambique, jovens que frequentam universidades públicas ou privadas nessas áreas podem candidatar-se, desde que demonstrem mérito académico, interesse em inovação e potencial de impacto nas suas comunidades. A seleção visa identificar estudantes com talento e ambição, independentemente da sua condição financeira.
O que o programa oferece aos selecionados O Yango Fellowship vai além de uma bolsa tradicional. Os participantes terão acesso a um conjunto abrangente de benefícios, incluindo: • Apoio financeiro anual, ajudando a reduzir a pressão económica sobre os estudantes; mentoria personalizada com especialistas da indústria tecnológica; • Workshops de capacitação focados em competências técnicas e profissionais; • Integração numa rede internacional de jovens inovadores africanos. Esses recursos visam preparar os participantes não apenas para o mercado de trabalho, mas também para liderança e empreendedorismo tecnológico.
Resposta a um desafio real do continente De acordo com dados apresentados pelo Grupo Yango, a África Subsaariana enfrenta um défice superior a 2,5 milhões de profissionais em áreas STEM, ao mesmo tempo em que países como Moçambique registam taxas de desemprego jovem próximas dos 25%. Nesse contexto, o Yango Fellowship posiciona-se como uma solução prática, conectando formação, apoio financeiro e oportunidades de crescimento profissional.
Visão do Grupo Yango para África Segundo Adeniyi Adebayo, Chief Business Officer (CBO) do Grupo Yango, o continente africano possui um enorme potencial humano ainda pouco explorado. “África possui um extraordinário reservatório de talentos. Queremos conectar esses jovens a recursos reais para que possam gerar impacto positivo nas suas comunidades”, afirmou o responsável. A iniciativa reflete a estratégia do grupo de investir não apenas em tecnologia, mas sobretudo nas pessoas que irão construir o futuro digital africano.
O impacto esperado em Moçambique Em Moçambique, o Yango Fellowship poderá contribuir para: • Formação de quadros altamente qualificados; • Estímulo à inovação tecnológica local; • Redução do desemprego jovem; • Fortalecimento do ecossistema digital e académico. Especialistas veem o programa como um passo importante para alinhar a formação universitária às exigências reais do mercado tecnológico.
Um investimento no futuro africano Com o lançamento do Yango Fellowship, Moçambique passa a integrar uma iniciativa continental que aposta no talento jovem como motor do desenvolvimento. O programa representa mais do que uma bolsa de estudos — é um investimento estratégico no futuro da tecnologia em África. Para muitos estudantes moçambicanos, esta pode ser a oportunidade que transforma conhecimento em impacto real.
A educação em Moçambique atravessa uma fase de transformação impulsionada pela adoção progressiva de tecnologias digitais. Num país caracterizado por longas distâncias, desigualdades regionais e limitações de infraestruturas, a tecnologia tem surgido como uma resposta prática para ampliar o acesso ao ensino, melhorar a gestão escolar e reforçar a qualidade da aprendizagem em todos os níveis de ensino.
Ensino à Distância e Ensino Online
O Ensino à Distância tornou-se uma das principais inovações no sistema educativo moçambicano. Universidades públicas e privadas, como a Universidade Eduardo Mondlane, Universidade Pedagógica, UniLúrio, UniSave e outras instituições superiores, passaram a oferecer cursos semi-presenciais e online. Através de plataformas digitais, os estudantes conseguem aceder a conteúdos académicos, submeter trabalhos, participar em fóruns e realizar avaliações sem necessidade de deslocação constante às capitais provinciais, o que representa uma mudança significativa no acesso ao ensino superior.
Digitalização do Ensino Básico e Secundário
Nos níveis primário e secundário, registam-se avanços graduais no uso de tecnologias educativas. Programas de ensino à distância para o nível secundário permitem que jovens e adultos que interromperam os estudos retomem a sua formação, beneficiando de maior flexibilidade e inclusão. Em algumas escolas, projetos apoiados por parceiros de cooperação introduziram tablets e conteúdos digitais pré-carregados, facilitando o acesso a manuais escolares e tornando o processo de ensino-aprendizagem mais interativo, sobretudo em zonas rurais.
Sistemas Digitais de Gestão Escolar
A introdução de sistemas informáticos de gestão escolar tem contribuído para a modernização administrativa das instituições de ensino. O registo eletrónico de alunos, lançamento digital de notas, elaboração de pautas e produção de relatórios estatísticos permitem maior controlo, transparência e eficiência. Estes sistemas também facilitam o acompanhamento do desempenho escolar por parte das autoridades educativas, reduzindo erros administrativos e práticas irregulares.
Plataformas de Aprendizagem e Recursos Digitais
O uso de plataformas de aprendizagem virtual tornou-se mais comum em instituições de ensino moçambicanas. Ferramentas como Moodle, Google Classroom e sistemas próprios permitem a organização de aulas online, partilha de materiais didáticos e comunicação direta entre professores e alunos. Após a pandemia da COVID-19, observou-se um aumento significativo no uso de conteúdos educativos digitais, reforçando a importância da tecnologia como complemento ao ensino presencial.
Pagamentos Digitais e Serviços Académicos Online
A tecnologia financeira também tem desempenhado um papel relevante na modernização do sector educativo. O pagamento de propinas, taxas de inscrição e outros serviços académicos através de carteiras móveis como M-Pesa, e-Mola e mKesh tornou-se comum em várias instituições. Este modelo reduz filas, elimina o uso excessivo de papel e melhora a eficiência administrativa. Além disso, candidaturas a bolsas de estudo e processos de matrícula são cada vez mais realizados online.
Formação de Professores com Apoio Tecnológico
A capacitação contínua dos professores tem beneficiado do uso de ferramentas digitais. Cursos online, formações híbridas, seminários virtuais e partilha de materiais pedagógicos permitem alcançar docentes em diferentes regiões do país. Este processo contribui para a atualização metodológica, melhoria das práticas pedagógicas e fortalecimento da qualidade do ensino.
Desafios e Perspetivas Futuras
Apesar dos avanços, persistem desafios como o acesso limitado à internet em zonas rurais, a escassez de equipamentos tecnológicos em muitas escolas e a necessidade de maior literacia digital. A superação destes obstáculos exige investimentos sustentados, políticas públicas consistentes e parcerias entre o Estado, o sector privado e organizações da sociedade civil.
A experiência de Moçambique demonstra que a tecnologia pode ser uma aliada poderosa na construção de um sistema educativo mais inclusivo, eficiente e adaptado às necessidades do século XXI. A educação digital no país ainda está em desenvolvimento, mas os progressos alcançados indicam um caminho promissor para o futuro do ensino moçambicano.
Moçambique está a viver uma transformação tecnológica silenciosa, mas profunda. Longe dos grandes polos de inovação global, como o Silicon Valley ou as capitais europeias, o país tem vindo a encontrar soluções digitais pragmáticas e criativas para enfrentar desafios históricos ligados à burocracia, à distância geográfica, à exclusão social e à falta de transparência institucional.
Esta modernização não acontece de forma uniforme nem sem obstáculos, mas revela um fenómeno interessante: Moçambique está a “saltar etapas”, adotando diretamente tecnologias digitais em sectores onde outros países passaram décadas a consolidar sistemas analógicos. Do ensino à gestão pública, das finanças ao sector informal, o “clique” começa a substituir o “papel”, alterando hábitos, rotinas e mentalidades.
Esta matéria explora algumas das curiosidades tecnológicas mais relevantes que estão a moldar o quotidiano dos moçambicanos, mostrando como a tecnologia, quando bem adaptada ao contexto local, pode ser uma poderosa ferramenta de inclusão e desenvolvimento.
Businesswoman connected tech devices and icons applications to a digital planet earth
1. Educação: Do Quadro Preto ao Tablet e ao Ensino Online
A educação é, possivelmente, o sector onde a transformação digital é mais visível e com maior impacto social. Num país marcado por longas distâncias, escassez de infraestruturas e desigualdades regionais, a tecnologia tornou-se um meio essencial para democratizar o acesso ao ensino.
1.1 O Fenómeno do Ensino à Distância (EAD)
Nos últimos anos, o Ensino à Distância (EAD) deixou de ser uma alternativa marginal para se tornar uma realidade consolidada em Moçambique. Instituições de ensino superior como a Universidade Eduardo Mondlane (UEM), a Universidade Pedagógica (UP) e outras universidades públicas e privadas passaram a oferecer cursos semi-presenciais e, em alguns casos, totalmente online.
Esta modalidade tem permitido que milhares de estudantes, sobretudo funcionários públicos, professores e técnicos que vivem nas províncias, possam prosseguir os seus estudos sem necessidade de se deslocarem permanentemente às capitais provinciais ou a Maputo. Plataformas digitais de aprendizagem possibilitam:
Acesso a materiais didáticos;
Participação em fóruns de discussão;
Submissão de trabalhos académicos;
Realização de avaliações online.
Para muitos estudantes, o EAD representa a única oportunidade viável de formação superior, reduzindo custos, tempo de deslocação e abandono escolar.
1.2 Tecnologia no Ensino Básico e Secundário
Outro avanço significativo ocorre no ensino básico e secundário, através de programas que incorporam tecnologia como ferramenta pedagógica. Um exemplo relevante é o Programa de Ensino Secundário à Distância (PESD), que tem vindo a expandir-se para zonas rurais e periurbanas.
Em algumas comunidades, alunos e tutores utilizam tablets pré-carregados com conteúdos educativos, funcionando como verdadeiras bibliotecas digitais portáteis. Estes dispositivos permitem:
Acesso a manuais escolares digitais;
Conteúdos multimédia educativos;
Continuidade do estudo mesmo sem ligação constante à internet.
Esta abordagem reduz desigualdades regionais e cria oportunidades para crianças que, de outra forma, teriam acesso limitado a recursos educativos de qualidade.
1.3 Pautas Eletrónicas e Gestão Escolar Digital
A digitalização da gestão escolar é outro marco importante. O Sistema Informático de Gestão Escolar (SIGE) está a ser implementado progressivamente em escolas secundárias de várias províncias.
Com o SIGE:
As pautas deixaram de ser manuscritas;
As notas são lançadas digitalmente;
O acompanhamento do rendimento escolar é feito em tempo real;
Reduz-se a possibilidade de manipulação de resultados.
Para o Ministério da Educação, este sistema representa um avanço significativo em termos de planeamento, monitoria e transparência.
2. Gestão Pública: Rumo a uma Administração Mais Transparente
A modernização tecnológica da administração pública tem sido uma das apostas estratégicas do Estado moçambicano, com foco na eficiência, controlo e responsabilização.
2.1 Biometria e Presença Digital
Um dos exemplos mais visíveis desta modernização é a introdução de sistemas biométricos de controlo de assiduidade na função pública. Em muitos serviços, o registo de entrada e saída dos funcionários passou a ser feito através da impressão digital.
Este sistema:
Elimina as chamadas “faltas fantasmas”;
Garante que o funcionário esteja fisicamente presente;
Melhora a justiça no processamento salarial;
Reforça a disciplina laboral.
Embora ainda enfrente desafios técnicos e logísticos, a biometria tem contribuído para uma gestão mais rigorosa dos recursos humanos do Estado.
2.2 Serviços e Candidaturas Online
Outro avanço importante é a digitalização de processos administrativos, como:
Pré-inscrições universitárias;
Candidaturas a concursos públicos;
Submissão de documentos.
As longas filas que caracterizavam estes processos começam a desaparecer, sendo substituídas por portais online acessíveis via smartphone. A integração com o NUIT (Número Único de Identificação Tributária) permite validar identidades de forma automática, reduzindo fraudes e erros administrativos.
3. Finanças, Fiscalidade e o Sector Informal
A tecnologia também chegou ao coração do sector informal e à gestão financeira municipal, promovendo maior transparência e eficiência.
3.1 Senhas de Cobrança Eletrónica nos Mercados
Nos mercados municipais, a tradicional cobrança manual de taxas diárias está a ser substituída por equipamentos eletrónicos portáteis de emissão de senhas. Cada pagamento gera um comprovativo automático, registado num sistema central.
As vantagens são claras:
Redução do uso de papel;
Maior controlo das receitas municipais;
Diminuição do desvio de fundos;
Aumento da confiança entre vendedores e autoridades locais.
3.2 Pagamento Digital de Propinas e Taxas
Universidades e institutos superiores passaram a integrar sistemas de pagamento via carteiras móveis, como M-Pesa, e-Mola e mKesh. Os estudantes podem pagar propinas e taxas administrativas diretamente pelo telemóvel, recebendo confirmação imediata.
Este sistema:
Evita deslocações desnecessárias;
Reduz filas nas secretarias;
Diminui erros de registo;
Aumenta a eficiência administrativa.
4. Outros Avanços Tecnológicos Relevantes
4.1 Saúde Digital e Telemedicina
Na área da saúde, projetos piloto de telemedicina permitem que médicos baseados em grandes centros urbanos apoiem profissionais de saúde em distritos remotos. Através de videochamadas e partilha de dados clínicos, melhora-se a qualidade do atendimento e a tomada de decisões médicas.
4.2 Tecnologia na Agricultura
No sector agrícola, a tecnologia começa a desempenhar um papel crescente, sobretudo em grandes explorações:
Drones são usados para mapear plantações;
Identificação precoce de pragas e doenças;
Otimização do uso de pesticidas e água.
4.3 Internet por Satélite
A entrada de serviços de internet por satélite, como a Starlink, representa um marco importante. Escolas, centros de saúde e instituições em zonas remotas passam a ter acesso à internet de alta velocidade, quebrando o isolamento digital.
Conclusão: Uma Revolução Digital à Moçambicana
Moçambique demonstra que a tecnologia não precisa ser complexa ou sofisticada para gerar impacto real. Ao apostar em soluções simples, adaptadas e centradas no utilizador, o país está a construir um caminho próprio de modernização digital.
Esta revolução silenciosa contribui para:
Maior eficiência institucional;
Inclusão social e económica;
Transparência na gestão pública;
Democratização do acesso ao conhecimento.
O futuro digital de Moçambique está a ser construído passo a passo — com um clique, um SMS, um pagamento móvel e uma ligação à internet onde antes havia apenas distância.
Introdução: A Agricultura como Pilar do Desenvolvimento Nacional
A agricultura continua a ser o coração da economia moçambicana. Estima-se que mais de 70% da população ativa dependa direta ou indiretamente da produção agrícola para sobreviver. Em províncias como Nampula, Zambézia, Tete, Niassa e Sofala, a agricultura familiar não é apenas uma atividade económica — é um modo de vida, uma herança cultural e uma estratégia de sobrevivência.
Apesar da sua importância estratégica, a agricultura em Moçambique enfrenta desafios estruturais profundos: baixa produtividade, dependência das chuvas, acesso limitado a mercados, escassez de financiamento e impactos crescentes das mudanças climáticas. Durante décadas, estas limitações mantiveram milhões de pequenos produtores presos à agricultura de subsistência.
É neste contexto que surge a Agrotech — não como um luxo tecnológico importado, mas como uma ferramenta prática, adaptável e inclusiva, capaz de transformar realidades rurais com soluções simples, acessíveis e eficazes.
Ao contrário da perceção comum, Agrotech não significa apenas drones, sensores caros ou inteligência artificial avançada. Em Moçambique, a verdadeira revolução agrícola está a acontecer através de telemóveis básicos, bombas solares, SMS informativos, silos herméticos e sistemas de pagamento móvel.
Este artigo explora, de forma profunda e prática, como a Agrotech pode (e já está a) transformar a agricultura rural moçambicana, beneficiando agricultores, comunidades, ONGs, governos locais e investidores sociais.
1. A Realidade da Agricultura Rural em Moçambique
Antes de discutir qualquer solução tecnológica, é fundamental compreender o contexto real, social, económico e produtivo da agricultura rural em Moçambique. Muitas iniciativas falham não por falta de tecnologia, mas por desconhecimento da realidade concreta do agricultor familiar, que constitui a base do sistema agrícola nacional.
Em Moçambique, a agricultura é maioritariamente familiar, de pequena escala e de subsistência, estando profundamente ligada às dinâmicas culturais, climáticas e económicas das comunidades rurais. Qualquer inovação que ignore este contexto está condenada ao insucesso.
1.1 Perfil do Agricultor Familiar Moçambicano
A maioria dos agricultores moçambicanos apresenta características bastante homogéneas em quase todas as províncias, desde o Norte ao Sul do país. Em termos gerais, trata-se de um agricultor que:
Cultiva menos de 2 hectares de terra, muitas vezes em parcelas dispersas;
Utiliza enxadas, catanas e ferramentas manuais, com pouca ou nenhuma mecanização;
Produz essencialmente para autoconsumo familiar, vendendo apenas pequenos excedentes;
Comercializa os seus produtos de forma informal, em mercados locais ou à beira da estrada;
Não possui conta bancária, dependendo exclusivamente de dinheiro físico;
Tem baixo nível de escolaridade formal, embora detenha um vasto conhecimento empírico sobre o solo, o clima e as culturas.
Este perfil revela uma realidade clara: o agricultor familiar moçambicano não está excluído da tecnologia por falta de interesse, mas sim por falta de acesso, adequação e inclusão.
Assim, soluções tecnológicas complexas, caras ou dependentes de elevada literacia técnica tornam-se inviáveis. A inovação agrícola em Moçambique precisa ser:
Simples
Intuitiva
Robusta
Financeiramente acessível
Caso contrário, a tecnologia transforma-se num elemento estranho ao contexto rural, incapaz de gerar impacto real.
1.2 Principais Desafios Estruturais da Agricultura Rural
A agricultura rural moçambicana enfrenta um conjunto de desafios estruturais interligados, que limitam a produtividade e perpetuam ciclos de pobreza.
Falta de Capital e Crédito Agrícola
O acesso ao financiamento agrícola é extremamente limitado. A maioria dos agricultores não possui garantias formais, registos financeiros ou títulos de terra aceites pelo sistema bancário. Como resultado:
Não conseguem investir em sementes melhoradas;
Não compram ferramentas adequadas;
Não expandem a produção;
Permanecem presos à agricultura de subsistência.
Insuficiência de Extensionistas Agrários
O número de técnicos de extensão rural é insuficiente para cobrir todas as comunidades agrícolas. Em muitas zonas, um único extensionista atende dezenas de localidades, tornando o acompanhamento técnico esporádico e superficial.
Dependência Extrema das Chuvas
Mais de 90% da agricultura moçambicana depende exclusivamente da chuva. Quando as chuvas atrasam, falham ou se tornam excessivas, a produção entra em colapso. Esta vulnerabilidade climática compromete a segurança alimentar nacional.
Eventos Climáticos Extremos
Secas prolongadas, cheias repentinas e ciclones tropicais tornaram-se cada vez mais frequentes. Fenómenos como El Niño e La Niña provocam perdas significativas de colheitas, afetando diretamente o rendimento das famílias rurais.
Perdas Pós-Colheita Elevadas
Estima-se que até 30% da produção agrícola seja perdida após a colheita, devido a:
Pragas;
Armazenamento inadequado;
Falta de processamento;
Dificuldades de transporte.
Isolamento Geográfico e Logístico
Muitas comunidades agrícolas estão afastadas de estradas transitáveis, mercados estruturados e centros de escoamento, o que reduz drasticamente o valor dos produtos agrícolas.
Informação Agrícola Limitada
A falta de acesso a informação atualizada sobre clima, pragas, preços e boas práticas agronómicas limita a capacidade de tomada de decisão do agricultor.
Sem enfrentar estes desafios de forma integrada, qualquer política agrícola ou projeto tecnológico corre o risco de ser pontual, insustentável e ineficaz.
2. O Que é Agrotech no Contexto Moçambicano?
Agrotech refere-se à aplicação estratégica da tecnologia à agricultura, com o objetivo de aumentar a produtividade, melhorar a resiliência climática, elevar a renda do agricultor e promover a sustentabilidade ambiental.
No contexto moçambicano, Agrotech não é sinónimo de alta tecnologia, mas sim de tecnologia apropriada.
Para ser eficaz, a Agrotech em Moçambique deve obedecer a três princípios fundamentais:
Acessibilidade
As tecnologias devem ser compatíveis com baixos rendimentos, custos reduzidos e modelos de pagamento flexíveis.
Adaptabilidade
As soluções devem estar alinhadas com a realidade cultural, linguística e produtiva das comunidades rurais.
Escalabilidade Comunitária
O impacto deve ser coletivo, beneficiando grupos, associações e comunidades, e não apenas indivíduos isolados.
Neste sentido, a Agrotech moçambicana começa com algo simples, mas poderoso: informação útil entregue no momento certo.
3. O Telemóvel como Principal Ferramenta de Transformação Rural
3.1 A Força do Telemóvel Básico
Embora o acesso a smartphones ainda seja limitado nas zonas rurais, o telemóvel básico (feature phone) está amplamente disseminado. Este facto transforma tecnologias como SMS e USSD em instrumentos estratégicos de inclusão agrícola.
O telemóvel tornou-se:
Um canal de informação
Um meio de pagamento
Uma ferramenta de gestão agrícola
Um elo entre o agricultor e o mercado
3.2 Previsão Meteorológica via SMS
Uma simples mensagem como:
“Previsão: Chuva moderada em 48 horas. Recomenda-se sementeira.”
pode determinar o sucesso ou fracasso de toda a campanha agrícola.
Benefícios diretos:
Redução significativa de perdas
Planeamento adequado da sementeira
Uso eficiente de sementes e insumos
Maior adaptação às mudanças climáticas
3.3 Extensão Agrária Digital em Línguas Locais
A escassez de técnicos no terreno pode ser mitigada com soluções digitais baseadas em:
Mensagens de voz em Emakhuwa, Elomwe, Changana, Sena
Dicas semanais de cultivo
Alertas de pragas e doenças
Recomendações práticas adaptadas à época agrícola
Este modelo é particularmente eficaz para agricultores com baixa literacia, pois privilegia o áudio e a comunicação simples.
4. Irrigação Inteligente de Baixo Custo
4.1 O Fim da Dependência Total das Chuvas
A dependência exclusiva das chuvas torna a agricultura extremamente vulnerável. A Agrotech oferece alternativas simples, resilientes e acessíveis, capazes de garantir produção mesmo em períodos secos.
4.2 Bombas de Pedal: Tecnologia Apropriada
As bombas de pedal:
Não utilizam combustível;
São fáceis de operar e manter;
Permitem irrigar pequenas áreas;
Aumentam significativamente a produtividade.
São ideais para horticultura e culturas de rendimento rápido.
4.3 Bombas Solares Portáteis
As bombas solares representam um salto qualitativo:
Funcionam sem eletricidade;
Têm baixos custos operacionais;
Podem ser adquiridas por prestações;
Aumentam o rendimento anual do agricultor.
Estudos em pequenas explorações indicam aumentos de rendimento entre 200% e 300%.
4.4 Captação e Armazenamento de Água
A construção de:
Cisternas;
Reservatórios com geomembranas;
Tanques de captação de águas pluviais;
permite produção agrícola durante a época seca, quando os preços no mercado são mais elevados.
5. Fertilidade do Solo e Bioinsumos: Tecnologia Natural
5.1 O Problema do Solo Degradado
A exploração contínua do solo sem reposição adequada de nutrientes conduz à degradação, queda de produtividade e insegurança alimentar.
5.2 Compostagem Acelerada
Tecnologias simples permitem:
Transformar resíduos agrícolas em fertilizante;
Melhorar a estrutura do solo;
Reduzir custos de produção;
Aumentar a retenção de água.
5.3 Leguminosas e Fixação Biológica de Azoto
O uso estratégico de culturas como feijão, soja e amendoim melhora naturalmente a fertilidade do solo, reduzindo a dependência de fertilizantes químicos.
6. Finanças Digitais e Inclusão Económica Rural
6.1 O Papel do Mobile Money
Plataformas como M-Pesa e mKesh revolucionaram o acesso financeiro no meio rural, promovendo inclusão económica real.
6.2 Microseguros Agrícolas
Os seguros paramétricos permitem indemnizações automáticas em caso de seca ou falha de chuvas, reduzindo drasticamente o risco agrícola.
6.3 Digitalização dos Xitiques
A poupança comunitária tradicional pode ser fortalecida com registos digitais, transparência e criação de histórico financeiro.
7. Redução de Perdas Pós-Colheita
Até 30% da produção agrícola perde-se após a colheita.
7.2 Silos Herméticos
Eliminam pragas sem químicos e permitem armazenar grãos por longos períodos.
7.3 Processamento Solar
Secadores solares agregam valor à produção e criam cadeias de valor locais.
8. Implementação Prática da Agrotech no Terreno
A adoção da Agrotech deve basear-se no princípio do “aprender fazendo”, com formação prática, visual e comunitária.
9. O Papel do Governo, ONGs e Setor Privado
A escalabilidade da Agrotech exige:
Incentivos fiscais
Infraestrutura móvel
Dados agrícolas abertos
Parcerias público-privadas
Investimento social estratégico
Conclusão: O Futuro da Agricultura Moçambicana é Simples, Digital e Inclusivo
A transformação da agricultura em Moçambique depende de soluções simples, acessíveis e bem contextualizadas. A Agrotech certa devolve ao agricultor dignidade económica, segurança alimentar e esperança no futuro.
A Microsoft desenvolveu alguns dos softwares mais utilizados no mundo, presentes em escolas, empresas, instituições públicas e no dia a dia de milhões de pessoas. Entre eles, Microsoft Word, Microsoft Excel e Microsoft PowerPoint formam a base da produtividade digital moderna. Entender o que cada um faz e como são usados não é apenas conhecimento técnico — é uma competência essencial no mercado atual.
Microsoft Word: o processador de texto mais usado no mundo
O Microsoft Word é um software de processamento de texto criado para criar, editar, formatar e organizar documentos digitais. Ele vai muito além de “escrever textos”, sendo uma ferramenta completa para produção profissional de documentos.
Com o Word, é possível criar: cartas formais e ofícios, trabalhos académicos e relatórios, currículos e propostas, artigos, livros e documentos oficiais. O programa permite controle avançado de formatação, incluindo estilos de texto, cabeçalhos, numeração automática, tabelas, imagens, notas de rodapé e revisão ortográfica e gramatical.
Além disso, o Word facilita o trabalho colaborativo, permitindo que várias pessoas editem o mesmo documento em tempo real, com comentários e controlo de alterações. Isso tornou o software indispensável em ambientes académicos e corporativos.
Funções principais do Microsoft Word
As principais funções do Word incluem: • Digitação e edição de textos; • Formatação profissional de documentos; • Inserção de imagens, gráficos e tabelas; • Correção ortográfica e gramatical automática; • Criação de documentos padronizados; • Exportação em vários formatos, como PDF. O Word é, essencialmente, a ferramenta que transforma ideias em documentos claros e organizados.
Microsoft Excel: organização, cálculos e análise de dados
O Microsoft Excel é um software de folha de cálculo desenvolvido para organizar dados, realizar cálculos e analisar informações. Ele é amplamente usado em áreas como contabilidade, finanças, gestão, estatística, educação e tecnologia. O Excel trabalha com células organizadas em linhas e colunas, permitindo ao utilizador armazenar números, textos e fórmulas. Sua grande força está na capacidade de automatizar cálculos, mesmo em grandes volumes de dados. Além de cálculos simples, o Excel permite criar gráficos, tabelas dinâmicas, análises financeiras, controlo de stock, orçamentos e relatórios de desempenho.
Funções principais do Microsoft Excel
Entre as funções mais importantes do Excel estão: • Realização de cálculos automáticos; • Uso de fórmulas e funções matemáticas; . • Financeiras e lógicas; • Criação de gráficos e relatórios visuais; • Análise e organização de grandes quantidades de dados controlo financeiro e administrativo.
O Excel é uma ferramenta estratégica para tomada de decisões baseada em dados. Microsoft PowerPoint: comunicação visual e apresentações eficazes O Microsoft PowerPoint é um software de criação de apresentações visuais, utilizado para comunicar ideias de forma clara e impactante. Ele é amplamente usado em salas de aula, reuniões empresariais, conferências e apresentações institucionais.
Com o PowerPoint, é possível criar slides combinando textos, imagens, vídeos, gráficos e animações. O objetivo não é apenas mostrar informação, mas contar uma história visualmente organizada. O software permite controlar o ritmo da apresentação, destacar pontos importantes e facilitar a compreensão do público.
Funções principais do Microsoft PowerPoint
As principais funções do PowerPoint incluem: • Criação de apresentações em slides; • Inserção de conteúdos multimédia; •Uso de animações e transições; • Apoio visual para palestras e aulas; • Exportação e partilha de apresentações.
O PowerPoint transforma ideias complexas em mensagens visuais simples e envolventes. Por que esses softwares são tão importantes Word, Excel e PowerPoint formam um conjunto essencial de ferramentas para quem estuda, trabalha ou empreende. Eles aumentam a produtividade, melhoram a comunicação e ajudam a organizar informação de forma eficiente. Dominar esses programas deixou de ser um diferencial — tornou-se um requisito básico no mundo digital.
Tecnologia que continua relevante
Mesmo com o surgimento de novas plataformas digitais, os softwares da Microsoft continuam a evoluir e a manter relevância global. A sua integração com a nuvem, dispositivos móveis e trabalho colaborativo garante que permaneçam no centro da informática moderna.