quinta-feira, janeiro 15, 2026
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Cindenal esclarece como funciona o armazenamento das informações bancárias e da telefonia móvel

O especialista explicou o destino e a segurança dos dados dos utilizadores.

Cindenal foi recentemente entrevistado para esclarecer uma das questões que mais preocupa os utilizadores de serviços financeiros móveis em Moçambique: onde e como são armazenados os dados bancários associados à telefonia móvel, como os utilizados em plataformas de pagamento digital.

Durante a entrevista, a instituição explicou de forma detalhada os mecanismos tecnológicos e legais que garantem a proteção das informações financeiras dos cidadãos, num contexto em que os serviços digitais crescem rapidamente no país.
Que tipo de dados são recolhidos pelos serviços de telefonia móvel
Segundo o Cindenal, os sistemas de pagamentos móveis recolhem apenas dados estritamente necessários para o funcionamento do serviço.

Entre eles estão:
• Identificação do utilizador;
• Número de telefone associado à carteira móvel;
• Registos de transações;
• Dados técnicos para autenticação e segurança.


Essas informações não são utilizadas de forma aleatória, nem ficam acessíveis ao público ou a funcionários sem autorização.
Onde os dados bancários são armazenados
O Cindenal esclareceu que os dados financeiros não ficam guardados no telemóvel do utilizador, mas sim em servidores seguros, operados pelas instituições financeiras e pelas operadoras de telefonia móvel, em conformidade com as normas nacionais.


Esses servidores podem estar: localizados em centros de dados dentro do país, ou em infraestruturas certificadas no exterior, quando autorizado pela legislação.


Em ambos os casos, o armazenamento obedece a padrões internacionais de segurança digital, incluindo criptografia avançada e controlo rigoroso de acessos.


Segurança digital e proteção contra fraudes


Um dos pontos centrais da entrevista foi a questão da segurança. O Cindenal destacou que os dados passam por vários níveis de proteção, como:
• Encriptação das informações;
• Autenticação em duas etapas;
• Monitorização contínua de atividades suspeitas;
• Sistemas automáticos de deteção de fraude.


Essas medidas reduzem significativamente o risco de acesso indevido, mesmo em caso de tentativas de ataque cibernético.


Quem pode aceder aos dados dos utilizadores


De acordo com o Cindenal, apenas entidades autorizadas por lei podem aceder aos dados, e sempre com objetivos específicos, como:
• Processamento de transações;
• Auditorias regulatórias ou investigações legais devidamente autorizadas.


Funcionários das operadoras e bancos não têm acesso livre às informações completas dos clientes, sendo tudo registado e monitorizado.


O papel da legislação moçambicana


A entrevista também destacou a importância do enquadramento legal. Moçambique possui normas que regulam: a proteção de dados pessoais, o funcionamento dos serviços financeiros digitais e a responsabilidade das instituições em caso de falhas de segurança.


O Cindenal reforçou que qualquer violação de dados pode resultar em sanções severas, incluindo multas e suspensão de serviços.


O que os utilizadores devem fazer para se proteger


Apesar das camadas de segurança existentes, o Cindenal alertou que os utilizadores também têm responsabilidade. Entre as recomendações estão:
• Nunca partilhar códigos PIN;
• Evitar links suspeitos;
• Usar apenas aplicações oficiais;
• Reportar imediatamente qualquer atividade estranha.
A segurança digital é um esforço conjunto entre instituições e cidadãos.


Confiança como base da economia digital


Com o crescimento dos pagamentos móveis e dos serviços bancários digitais, a confiança tornou-se um pilar essencial da economia moderna. A entrevista do Cindenal surge como um passo importante para esclarecer dúvidas, combater desinformação e reforçar a confiança dos moçambicanos no uso da tecnologia financeira.


Com o crescimento dos pagamentos móveis e dos serviços bancários digitais, a confiança tornou-se um pilar essencial da economia moderna. A entrevista do Cindenal surge como um passo importante para esclarecer dúvidas, combater desinformação e reforçar a confiança dos moçambicanos no uso da tecnologia financeira.

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